Para Lembrar

«Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.»

Myself

Myself

sábado, 27 de março de 2010

E hoje apetece-me recordar esta...

...com muitas saudades!


sexta-feira, 26 de março de 2010

Consegui passar por aqui

Quase não tenho tido tempo para passar por aqui. Com o fim do 2º período, as reuniões a acumular-se, as tristezas da minha irmã, o fim do namoro confuso da minha prima, a minha mãe com gripe, pouco tempo me sobra para escrever no meu pequeno espaço. Tenho andado meio adormecida para a vida e isto não me faz bem, parece que tudo está parado no tempo e eu não sei que direcção tomar. Vivo a vida (entenda-se problemas) dos outros.
Daqui a uma semana estou rumo à Madeira e espero poder descansar a cabeça dos problemas (mais dos outros que meus!)


Hoje um comentário da minha mãe entristeceu-me! Quem segue aqui o espaço sabe que eu tenho complexos com o meu corpo, sempre tive, não que tenha um peso imenso, mas porque me olho ao espelho e sinto-me pouco confiante com algumas partes do meu corpo, consequência de ter uma irmã magríssima e uma mãe que sempre tomou adelgaçantes... Mas voltando ao comentário da minha mãe, tinha eu acabado de comer a minha sopa do jantar e ela diz-me que estou muito inchada (só para não dizer mais gorda!) Então ela não percebe que me magoa, que luto por controlar a minha impulsividade em comer...Deixou-me mesmo frustada. Se calhar devia ter-lhe dito isto, mas não disse. Ri-me e não lhe voltei a falar...

terça-feira, 23 de março de 2010

Feliz e aliviada

Hoje a minha mãe foi saber o resultado da biopsia ao peito e o resultado foi bastante bom. Não tem qualquer vestigios de ser maligno. Fiquei muito aliviada e senti logo na minha mãe outro olhar. Sorriu com felicidade ao contar-me os detalhes. É tão bom saber que ela está bem, não consigo imaginar a ideia de a ver sofrer sem a poder ajudar. É inexplicável este sentimento que me liga a ela. Desde pequena que temos uma ligação muito forte. Imagino que seja assim entre qualquer mãe e filha, mas como a minha irmã tem uma postura muita mais desligada da minha mãe e tinham confrontos quase diários, coisa que a mim me era irreal ser ou responder assim à minha mãe, sinto uma ligação tão ternurenta pela minha mãe que me conforta.

Laços de família

Este post é sobre a minha irmã. Não tenho falado muito dela porque temos feitios muito diferentes para enfrentar a vida e não consigo entender muito bem algumas atitudes dela. Aceito-as mas se sou contra ou as acho erradas digo e isso às vezes faz-nos chocar. 
Já disse anteriormente que ela está numa fase complicada e sofre de uma depressão grave. As consultas de psiquiatria não são regulares e acho que lhe faz muita falta alguém com quem falar sobre tudo e todos sem se preocupar de essa pessoa conhecer as pessoas de quem ela fala, mas não posso obrigá-la a ir mais vezes!
No entanto este post é para dizer que depois de todo o afastamento emocional que tivemos, por eu nunca me calar e dar sempre opinião, fosse boa ou má de ouvir, finalmente este fim de semana ela reaproximou-se de mim para desabafar. Mantive a minha postura de não passar a mão pela cabeça, porque acho que nestas alturas é preciso abrir os olhos para a realidade e enfrentá-la. A conversa correu bem. Levei-a às compras e fizemos um estrago bem grande nas contas bancárias, mas valeu a pena! Vê-la com ânimo, com vontade de falar, de enfrentar a vida e seguir em frente...pôr para trás todos os problemas e dedicar-se a ela, conviver com amigos, sair comigo e falar com os meus pais foi uma etapa importante para ela nesta fase. Ainda para mais surgiu-lhe uma nova proposta de trabalho que lhe deu logo nova esperança para sair do inferno onde se sentia a trabalhar.

Tudo isto para dizer que a vida nos leva sempre para onde devemos estar e com quem devemos estar. Há alturas em que custa mas tudo tem um sentido. Não sou contra enfiarmo-nos debaixo do cobertor e chorar durante um dia inteiro se for preciso, mas no dia a seguir temos de erguer a cabeça e sair à rua para enfrentar a vida.
Complica-me ver aquelas pessoas que se lamentam e não tomam iniciativa para alterar o que está errado. O deixar andar e estar não faz parte de mim. Tenho de agir e procurar contornar o que me incomoda. Às vezes também dou trambolhões bem grandes por ser assim, mas não sei se conseguia aturar-me se fosse diferente!